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ADEUS FEHÉR
Um pesar colectivoA imagem de Fehér deitado no relvado, sem reacção, deixou todos quantos estavam no Estádio D. Afonso Henriques em angústia. Jogadores, treinadores e médicos uniram-se à volta do avançado húngaro, e quem estava nas bancadas era como se estivesse perto dele também; a vontade era a mesma, que reagisse. Ainda se gritou para ajudar. "Fehér! Fehér!" Infelizmente, não chegou
Os elementos do banco vimaranense apercebem-se primeiro da gravidade do incidente, e entram em campo o massagista e o médico Salazar Coimbra, de pronto seguidos pelos responsáveis clínicos do Benfica. Perante a preocupação geral, Salazar Coimbra efectua respiração boca a boca a Fehér, enquanto os restantes elementos médicos tentam a reanimação cardíaca. Além dos elementos médicos das
duas equipas, os 25 bombeiros presentes no estádio dirigem-se prontamente para o
relvado, a que mais tarde se junta uma unidade de reanimação cardíaca dos
bombeiros e uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), esta
última de prevenção no hospital. Passam quase 15 minutos. Apesar de todos os
esforços, Fehér tem de ser transportado para o hospital, quase sem vida. Tristeza no relvado
Um momento de regozijo tomou conta de todos quando Fehér, por instantes, deu sinais positivos. O público nas bancadas tenta incentivar o futebolista húngaro tributando-lhe uma enorme ovação. "Miklos Fehér! Miklos Fehér!" Eram mensagens de força quando a ambulância que o transportava para o hospital saiu das quatro linhas. Infelizmente, não se sabe se o jogador, o homem, ainda as ouviu...
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