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ADEUS FEHÉR
Autópsia inconclusiva Estava previsto que tivesse início apenas ao princípio da tarde, mas os serviços do Hospital Senhora da Oliveira providenciaram tudo para que a autópsia começasse bem cedo. O corpo foi colocado às 10.30 horas para o início dos exames, às 11 horas o especialista do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) do Porto dava início à análise das causas da morte. Entretanto, o chefe do departamento médico do Benfica, João Paulo Almeida, chegava ao hospital para acompanhar a evolução dos trabalhos, que durariam quatro horas e meia. No final, confront pelos jornalistas, o director de serviços daquela unidade hospitalar, Fausto Fernandes, relegava toda e qualquer informação a quem de direito: a Procuradoria Geral da República, entidade responsável pela divulgação dos resultados, mas que por sua vez delega na respectiva Comarca (Guimarães) do Ministério Público e no INML os devidos esclarecimentos. Horas mais tarde, chegou às redacções um sintético comunicado, revelando apenas que a autópsia «não permite ainda conhecer a causa da morte, por não terem sido encontradas lesões que macroscopicamente a revelassem». Lê-se ainda que «foram colhidos tecidos para exames complementares, a nível anátomo-patológico e toxicológico ». A autópsia fora determinada ainda na noite de domingo, na sequência da abertura de um inquérito, prática normal neste tipo de situação. Em declarações à agência Lusa, o director geral do INML, Duarte Nuno, fez questão de avançar as razões para o envio de um especialista do Porto. É que o húngaro teve uma «morte súbita», obrigando a uma autópsia de «grande complexidade ». Por enquanto, apenas se sabe que Fehér morreu devido a uma paragem cardio- respiratória. As causas que a ela levaram poderão ser dissecadas, ainda segundo Duarte Nuno, através de exames de laboratório.
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