"Início da época abalou-me mas deu-me
ainda mais força"
No ano passado foi uma das revelações da
SuperLiga e esta época "apenas" está a servir para a confirmação de um
grande talento. Começou a temporada com um convite do Barcelona, recusado
pelos encarnados, ao mesmo tempo que foi acusado de simular uma lesão.
Contingências que, garante, ainda lhe deram mais força para demonstrar que
"está vivo"
PERGUNTA| Vamos começar pelo início da época, algo atribulado para si,
com a possibilidade de ir para Barcelona e depois a especulação em torno
da sua recusa em jogar contra a Lázio, para a pré-eliminatória da Liga dos
Campeões. Foi um processo conturbado de gerir para si? TIAGO| Foi, muito, é verdade. Criou-se um enorme alarido em torno
da minha ausência do encontro com a Lázio, ao mesmo tempo que era surgiu o
interesse do Barcelona na minha contratação. Foram dadas muitas notícias
na Comunicação Social que não correspondem minimamente à verdade,
colocando em causa valores que prezo. Mas, o que importa, é que cá estou
eu, empenhado em fazer bem o meu trabalho. Isso é que é importante.
P| Mas está consciente que nessa altura
passou uma imagem distorcida de si... R| São acontecimentos que abalam sempre um jogador e senti que
estavam a cobrar de mim sem qualquer justificação. Estava lesionado e não
podia jogar. Foi só isso que se passou. É verdade que é um episódio que
abala sempre, mas ao mesmo tempo deu-me força para demonstrar que estou
vivo.
P| Agora, quando olha para trás, ainda
sente algum rancor ou mágoa? R| Nada disso. Já não olho para trás, mas sim para à frente, porque
tenho é de encarar o futuro. Se passamos a vida a olhar para trás não
vamos a lado nenhum.
P| Teve o convite, no início da época,
para sair para o Barcelona, mas o Benfica optou por não o deixar sair.
Esse foi um processo que lhe deixou marcas? R| Não é todos os dias que surge a possibilidade de ingressar num
grande clube europeu como o Barcelona. Esse processo, se calhar, provocou
alguma mossa, porque, como é natural, criaram-se algumas expectativas que
depois não se concretizaram. Quando existe a possibilidade de sair para um
grande clube europeu e, sublinhe-se, não se trata apenas de sair por sair,
é sempre com a expectativa que as coisa irão correr da melhor forma. E um
clube como o Barcelona é um estímulo para qualquer atleta.
P| Sair é um objectivo traçado ou é
encarado por si apenas como uma consequência natural das boas exibições? R| É uma consequência natural, mas é um objectivo que tenho. Já
fiquei no Benfica, não saindo para o Barcelona, mas quero um dia poder
jogar noutro clube. Não se trata de qualquer desrespeito pelo Benfica, mas
é um cenário natural.
P| Na mesma altura em que surgiu o
convite do Barcelona iniciaram-se as negociações para a sua renovação de
contrato com o Benfica, mas até agora não houve acordo. Como está o
processo? R| Está tudo igual. Tenho contrato e tenho que esperar que seja o
Benfica a querer renovar. Estou tranquilo e farei sempre o meu trabalho da
mesma forma, à espera que tudo fique resolvido. Essa é uma questão que não
me afecta no dia a dia, penso nisso apenas ocasionalmente, porque, como já
disse, tenho contrato com o Benfica.
P| O que falta para chegarem a acordo? R| Não sei... Acertar algumas coisas... pormenores (risos).
"Quando dou por mim já
estou na área adversária"
A veia goleadora do médio benfiquista
ressurgiu em grande esta temporada, atingindo números muito pouco vulgares
para um jogador na sua posição. Uma faceta que o atleta descobriu na Luz e
que tem feito questão de mostrar com bastante frequência aos adversários,
que até já lhe movem marcação individual. Tiago, com naturalidade, diz que
a sua missão é apenas recuperar a bola e entregá-la, mas também admite que
é atraído pela baliza contrária...
P| Qual é, afinal, o seu papel na equipa? José António Camacho até já
alertou que não é possível que você jogue tão adiantado. R| O meu papel é de médio. Quando jogamos com dois pontas-de-lança
tenho de ficar mais recuado, porque já temos muitos jogadores a atacar,
mas quando actua apenas um tenho mais liberdade e posso aparecer mais
vezes na área contrária. Mas o meu papel é o de médio, a recuperar a bola
e tentar organizar o jogo.
P| Mas mesmo quando o Benfica joga com
apenas um ponta-de-lança há diferenças na sua posição, podendo alinhar
mais perto do outro médio (Petit ou Fernando Aguiar) ou junto ao
organizador (Zahovic). Essa mudança depende do momento do próprio jogo, do
adversário ou até da sua iniciativa pessoal? R| Depende do jogo... Às vezes tenho de estar mais recuado,
preocupado com as missões defensivas, mas há outras ocasiões em que posso
estar mais perto, por exemplo, do Zahovic ou do ponta-de-lança... Outras
vezes, de forma inconsciente, quando dou por mim já estou na área
adversária (risos).
P| A sua preponderância na equipa já
conduz as equipas adversárias a colocarem um jogador a efectuar-lhe
marcação directa. Não há aqui uma inversão? R| Exacto. Na época passada fiz muitos golos e isso motiva uma
preocupação maior dos adversários, avisados dessa possibilidade e a
verdade é que agora marcam mais em cima... Às vezes até de mais... (risos).
Se tiver que ir ao choque vou, sem problemas, mas se tiver de jogar mais
"soft" tudo bem.
"Os golos surgem com
naturalidade"
P| Pessoalmente, a sua carreira esta época está um pouco como a do
Benfica, com um início periclitante, mas agora num nível muito bom. Sente
que está de regresso à boa forma do ano passado? R| Tive alguns problemas na pré-temporada, mas agora sinto-me bem a
todos os níveis e estou pronto para fazer o meu trabalho, que é ajudar o
Benfica.
P| Os golos são apenas uma
consequência da subida de forma? R| Os golos surgem quando estou em melhor forma, mas também marquei
ao Nacional e nessa altura não estava num grande momento... (risos). Os
golos são uma questão de oportunidade e quando estou melhor é natural que
as oportunidades surjam com mais frequência. Agora, felizmente, têm
surgido e tenho marcado golos.
P| O facto de marcar muitos golos
levanta um problema. Sente que as suas exibições não são tão valorizadas
ou reconhecidas quando não marca? R| Sem dúvida. Principalmente da parte dos "media", que estão à
espera que eu marque um golo e, se isso não acontecer, já não fazem a
mesma avaliação... Que é que posso fazer? Nada, só ajudar a equipa, que é
o mais importante.
P| Não era suposto ser um goleador,
mas na época passada marcou 13, na SuperLiga. Para esta época a
expectativa de todos e, presumo que também a sua, seja a de manter essa
tendência. Traçou alguma meta? R| Não estabeleço esses limites, mas tenho sempre a ambição de
marcar. Até pelo hábito que adquiri na última época, mas estes terão de
surgir sempre com naturalidade. Seja o que Deus quiser... ou que os mesmos
colegas quiserem, com as assistências (risos). Já fiz seis golos e se
tiver a oportunidade de fazer mais não vou enjeitar, mas estou tranquilo.
P| Dos golos que já marcou,
consegue destacar algum? R| Sou um homem de grandes golos (risos)... A sério, talvez o
apontado ao Sporting ou ao FC Porto, se bem que este último não evitou a
derrota, mas são golos que ganham mais destaque pelos jogos em causa, e
contra o Sporting ajudou a conseguirmos a vitória.
"Estamos no bom caminho"
P| Considera que este é o melhor momento do Benfica desde o início da
temporada? R| Agora estamos melhor, recuperando os bons momentos que vínhamos
a atravessar até ao encontro com o Beira-Mar, que quebrou esse ciclo.
Agora estamos no bom caminho, conseguido boas vitórias e temos que
continuar.
P| Para além dos triunfos, a
equipa tem conseguido não sofrer golos, depois de uma altura em que foram
muito criticados. R| Estas quatro vitórias deram-nos muito ânimo, que se torna ainda
maior porque não sofremos qualquer golo. Isso é muito importante, porque
permite à equipa ter mais tranquilidade, confiança e acreditar ainda mais
nas suas possibilidade. Falou-se muitos dos golos sofridos de bola parada,
mas nunca nos sentimos pressionados por isso. O nosso objectivo é sempre
ganhar e pensar que sofremos um golo temos de marcar dois... É claro que
se não sofrermos nenhum torna-se mais fácil atingirmos as vitórias, mas
isso não é uma obsessão...
P| Estas vitórias recentes do
Benfica parecem mais convincentes... Concorda? R| Sim, mas os adeptos têm sempre de acreditar na equipa e
transmitir-nos um enorme apoio, com a consciência que isso é muito
importante para nós. Os adeptos têm, por outro lado, de ter alguma calma,
porque não é bom para a equipa ouvir assobios logo na primeira parte. Isso
não é nada bom e não transmite confiança. No que depende de nós, do nosso
trabalho, tudo faremos para manter esta onda de vitórias.
"Mesmo fora da Luz estamos
em casa"
P| Que Sporting de Braga espera no próximo sábado? R| Não sei o que está no pensamento do professor Jesualdo Ferreira,
mas acredito que tem, como objectivo principal, pontuar, mas se tiver
oportunidade de ganhar não a irá enjeitar. Temos que entrar em campo a
pensar na vitória e fazer com que o Braga não tenha hipóteses de nos fazer
perder pontos.
P| Quando jogava no Braga, qual
era o seu pensamento quando ia jogar ao Estádio da Luz? R| Ganhar... O Braga sempre criou muitas dificuldades na Luz e
desta vez não acredito que fuja à regra. Já empatei na Luz pelo Braga e
sei que os seus jogadores tentarão dar-nos muito trabalho.
P| Concorda que as exibições do
Benfica em casa não são tão boas como quando joga fora do Estádio da Luz? R| Admito que se calhar as exibições no Estádio da Luz não têm sido
tão boas como fora de casa, mas também quando jogamos fora parece que
estamos em casa, porque temos sempre o apoio da esmagadora maioria dos
adeptos... Mas tanto no Estádio na Luz, como nos jogos disputados fora,
queremos sempre jogar bem e ganhar. As equipas quando jogam no seu estádio
também adoptam outra postura contra nós, tentando sempre conquistar alguma
coisa, arriscando um pouco mais. Ao contrário do que sucede no Estádio da
Luz, com as equipas a defenderem sempre muito.
"Distância para o FC Porto
ainda é grande"
P| Admite que os adeptos possam estar um pouco traumatizados com a
derrota com o Beira-Mar... R| Foi um jogo. Já passou. Não somos a melhor equipa do Mundo, e
até essa perde... Temos direito a perder uma partida e os adeptos devem
continuar a vir ao estádio apoiar-nos.
P| Esse será, aliás, o próximo
adversário do FC Porto... R| Estou curioso para ver essa partida... A sério.
P| O FC Porto perdeu pontos com o
Marítimo e o Benfica aproveitou para encurtar a distância para o primeiro
lugar, vencendo o Paços de Ferreira. Nesta altura, uma diferença de seis
pontos já é pouco ou ainda é muito? R| Ainda é grande... Temos de continuar na nossa luta, jogo a jogo,
e dar sempre o nosso melhor. O FC Porto ainda é primeiro e à nossa frente
também está o Sporting. Esta jornada foi boa, mas não nos deu quase nada,
por isso só nos resta continuar a trabalhar e procurar os melhores
resultados.
P| Na deslocação à Madeira, o
Benfica já tinha desperdiçado essa oportunidade de encurtar a distância
para o FC Porto e empatou. R| Essa partida foi muito complicada, porque o Marítimo tem, de
facto, uma excelente equipa, como já o tinha provado com o Sporting e,
agora, com o FC Porto. Nesse jogo, também nos faltaram muitos jogadores,
com o Nuno Gomes a lesionar-se à última da hora, e o Geovanni a sair logo
nos primeiros minutos. Isso condiciona muito a equipa.
P| O Benfica, no entanto, atinge a
estabilidade exibicional quando começa a ter mais jogadores lesionados e,
consequentemente, menos opções... R| É uma coincidência... A equipa está melhor, também voltaram
alguns jogadores, mas, acima de tudo, estamos a jogar melhor, mais
confiantes.
P| É possível garantir aos adeptos
que não haverá outra derrota, como a verificado no encontro com o Beira-Mar? R| Não posso... Isto é futebol e no futebol nem sempre a melhor
equipa ganha. Posso garantir é que faremos tudo para que isso não volte a
acontecer.
"Os árbitros são pessoas
como nós"
P| É visível que fala muito com os árbitros. R| É verdade. Já tenho muitos jogos na SuperLiga o que me leva a
conhecer a maioria deles. Um árbitro é uma pessoal normal que está ali
para fazer o seu trabalho. Às vezes pode estar melhor ou pior, mas são
pessoas como todos nós.
P| Um lance protagonizado por si,
no encontro com o Rio Ave, deu muita polémica, principalmente da parte do
FC Porto, que reclamou a injustiça do penálti assinalado... R| Não quero individualizar, mas muitas dessas reacções servem para
esconder alguns erros em penáltis assinalados a favor das outras equipas.
É complicado assistir a toda essa discussão, e neste caso, numa situação
em que estive envolvido, mas essa é uma questão para os dirigentes
abordarem.
P| Por que é que não dá muitas
entrevistas? R| Não gosto muito de aparecer. Prefiro estar sossegado, fazer o
meu trabalho, que não é falar para a Imprensa, mas sim dentro de campo.
P| Concorda com José António
Camacho, quando este pede mais contenção verbal aos jogadores? R| Em alguns matérias, sim. Há questões que não devem sair do
balneário.
"Arrepiei-me ao ver o estádio cheio"
P| O que sentiu no dia da inauguração do novo Estádio da Luz, no
encontro com o Nacional Montevideu? R| Foi uma alegria imensa, ver aquele estádio cheio, com todas as
pessoas a gritarem pelo Benfica. Até me arrepiei quando subi ao relvado. É
um sentimento impressionante.
"Que os adeptos estejam ao nosso lado"
P| Que apelo pode fazer à massa associativa do Benfica que não tem
correspondido nos jogos disputados no Estádio da Luz? R| Que os adeptos estejam ao nosso lado e nos apoiem sempre. Seria
óptimo no sábado poder ver outra vez o estádio cheio, com milhares de
pessoas a contribuírem para que possamos chegar a mais uma vitória.
"Ficarei muito triste se
não for ao Euro'2004"
P| Estar no Campeonato da Europa de 2004, a ter lugar em Portugal, é um
dos seus grandes objectivos? R| É esse o meu objectivo, quero estar entre os maiores do nosso
futebol e estou a trabalhar para isso. É das coisas mais gratificantes
para um jogador de futebol estar na Selecção Nacional, ainda para mais num
evento destes.
P| Sente que a renovação da
Selecção Nacional passa, também, por si? R| Sinto que sim. Sou um jogador jovem, jogo no Benfica, estou na
selecção sub-21, e, tudo somado, leva-me a crer que essa renovação que se
fala passará também por mim. Assim, como é óbvio, por outros colegas meus.
P| Se for chamado para o
Campeonato da Europa de sub-21 em detrimento do Euro'2004, sentir-se-á
muito desmoralizado? R| (Pausa) Ficarei muito triste e nem quero pensar nisso. O meu
objectivo é estar no Euro'2004 e ajudar a nossa Selecção.
P| Sente-se muita diferença entre
um clube e a Selecção Nacional? R| É completamente diferente. Nos clubes temos 4/5 dias para
trabalharmos com os colegas, o que não acontece na Selecção, onde estamos
menos tempos juntos. Depois, representar o país é algo que nos transcende.
Senti que fui muito recebido por todos, acarinhado pelos colegas, não
sentido qualquer diferença de tratamento por ser jovem.
"Assumimos a responsabilidade do
que se passou em França"
P| Está consciente que mesmo que Portugal seja campeão europeu não
podem comemorar da mesma maneira que em França, nos sub-21... R| (Risos) Isso já passou. Excedemo-nos bastante nos festejos,
fomos penalizados por isso e assumimos as responsabilidades financeiras
dos actos. Já pedimos desculpa à Federação e agora há que seguir em frente
e fazer um grande Campeonato da Europa de sub-21. Fez-se muito alarido
pelo que se passou no balneário e os franceses tentaram, com isso,
esconder um bocado o que se passou em campo, ou seja, a derrota. Eles
pensavam que já tinham passado, quase que faziam os festejos antes do jogo
e a nossa grande vitória passou um bocado para segundo plano.
"Estamos melhores de jogo para jogo"
P| A época começou mal, com a eliminação com a Lázio, que
impossibilitou a entrada na Liga dos Campeões. R| Tivemos uma enorme dose de infelicidade, porque nos calhou a
equipa mais forte e o resultado em Roma (3-1) praticamente que nos afastou.
Tínhamos de vencer por 2-0 no segundo jogo e, contra a Lázio, essa é uma
missão muito complicada. Foi uma eliminatória difícil para nós, não a
conseguimos ultrapassar e agora estamos na Taça UEFA, à espera de saber
qual o próximo adversário.
P| Na Taça UEFA, o Benfica também
já mostrou duas faces, com exibições medíocres contra o La Louvière e
depois os triunfos tranquilos perante o Molde. É consequência da subida de
forma colectiva? R| Estamos a crescer e a equipa vai ganhando mais confiança. Nos
sentimos isso, mas também considero que o La Louvière foi mais forte do
que o Molde, tendo-nos criado alguns dificuldades inesperadas. Frente ao
Molde foi mais fácil e no jogo da segunda-mão limitámo-nos a gerir o
resultado conseguido no primeiro jogo. O adversário também já estava em
final de temporada, o que ajudou um pouco a nossa missão. Mas, por outro,
devo salientar que nós estamos melhores e isso nota-se em cada jogo.
"Queremos a Taça UEFA mas sabemos
que é difícil"
P| Que aspirações podem ter na Taça UEFA, numa altura em que estão
prestes a conhecer o adversário? R| Espero que possamos fazer uma boa campanha... Não podemos
afirmar que iremos vencer a prova, porque esse é um objectivo sempre muito
complicado de alcançar, mas pensando sempre tranquilamente em cada partida.
O FC Porto no ano passado fez uma excelente campanha e, como é natural,
nos ambicionamos conquistar a Taça UEFA, mas sabemos que é difícil, porque
há muitas equipas de grande nível em prova.
"João Pereira é um valor
seguro e espero que fique"
P| Pode comparar-se o seu caso pessoal, dado que rapidamente de impôs
na equipa do Benfica, com a situação de João Pereira, que também teve uma
aparição relâmpago? R| É um bocado diferente, porque eu já tinha muitos jogos quando
vim para o Benfica, mas o miúdo está muito bem. Ainda bem que ele está a
ter atenção por parte dos "media" e que, fundamentalmente, esteja a
suportar tranquilamente a pressão que daí advém. Ele está a ajudar o
Benfica a conseguir bons resultados e espero que o Benfica possa segurá-lo,
porque é mais um valor que temos na equipa e queremos continuar a ter.
"Próximos jogos serão
testes importantes para o resto da temporada"
P| O Benfica mantém as aspirações intactas nas três provas, mas surge
agora um novo ciclo. Até que ponto os encontros que se seguem, até ao
dérbi com o Sporting, podem ser fulcrais para a época? R| Podem marcar muito. É sempre importante ganharmos os jogos,
ainda para mais quando estamos a chegar ao fim da primeira volta e o nosso
objectivo é encurtar a distância para o primeiro classificado. Estes jogos
serão testes importantes para o que podemos fazer no resto da temporada,
ainda para mais porque temos uma partida com um concorrente directo.
P| A derrota com o Beira-Mar
também interrompeu um ciclo positivo... R| Foi um percalço. Era a estreia no Estádio da Luz, para o
Campeonato, e nós queríamos vencer. Recordo-me, aliás, perfeitamente desse
encontro, no qual entrámos muito bem, mas na segunda parte deitámos tudo a
perder. Agora temos de demonstrar, como temos feito nas últimas partidas,
que isso foi apenas um acidente de percurso, e manter as vitórias.