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Inspirado em Lens e Clairefontaine

Foi longa, muito longa a viagem rumo ao centro de estágio, mas Manuel Vilarinho deve ficar na história como o presidente que conseguiu ver crescer o complexo. Mas se a obra que vai nascer no Seixal tem marcas muito particulares desta Direcção, o protocolo com a Câmara do Seixal foi elaborado durante gestão de João Vale e Azevedo, recaíndo a escolha pelos terrenos na Quinta da Trindade.

Manuel Damásio foi o primeiro presidente do Benfica a pensar na construção de um centro de estágio. O Concelho de Cascais era o local desejado e o presidente da Câmara, José Luís Judas, chegou mesmo a ser contactado para o efeito.
Depois, João Vale e Azevedo. Foi sob a sua batuta que a Quinta da Trindade, no Seixal, passou a fazer parte da vida dos benfiquistas e foi com ele ao leme que, em Dezembro de 1999, foram feitos os primeiros estudos.
A intenção era, ainda nesta fase, separar as vertentes profissional e formação, já que este antigo presidente tinha concepções diferentes em relação ao cariz da obra.
Em 2001, surgiu a segunda vaga do projecto, desta feita com novas directrizes e aquelas que acabariam por prevalecer. Os arquitectos responsáveis pelo projecto, Pedro George e Isabel Pessoa, estiveram nos centros de estágio franceses de Lens e Clarefontaine (juntamente com o vice-presidente Mário Dias) a fim de recolherem informações e optou-se, então, por concentrar as camadas jovens e o plantel profissional. Esta medida possibilita custos menos elevados, fruto da capacidade de aproveitamento dos mesmos equipamentos.

Interactividade com adeptos

Finalmente, o próximo dia 2 de Junho vai marcar o arranque das obras. Os campos e as vedações que delimitarão o local serão pioneiros e devem estar em condições durante a próxima temporada desportiva. Quanto aos edifícios, o período estimado para a sua construção ronda o ano e meio, mas ainda não há timing para a execução, por motivos de ordem financeira.
O projecto teve outra linha de orientação muito particular. Há muito que existe uma interacção entre as massas populares e a instituição, pelo que o Benfica nunca poderia alhear-se dela, procurando um absoluto isolamento. E a margem Sul é um dos pólos com maior índice de benfiquistas.