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Jornada #7 - 20 de Outubro 2002   

Porto - 2   BENFICA - 1

DESILUSÃO COM RESULTADO NAS ANTAS :  Jesualdo Ferreira: «Acabámos por ser vítimas de nós próprios»

O técnico dos encarnados considerou que o colectivo benfiquista 'não foi inteligente' quando  jogou pouco mais de 30 minutos em superioridade numérica

– Que comentário faz a esta partida, em que o Benfica foi derrotado pelo FC Porto e está agora a quatro pontos de diferença?
– Antes de qualquer comentário a este clássico, quero dar os parabéns ao FC Porto, num jogo que não foi bem conseguido tanto por uma equipa como pela outra. Não foi um encontro de qualidade e o FC Porto acabou por merecer o triunfo, sobretudo pela segunda parte que fez, período em que, fundamentalmente, o jogo foi de muitas faltas, livres e expulsões.
– O Benfica esteve em superioridade numérica durante bastante tempo (mais de meia hora). O que falhou na equipa encarnada?
– Penso que na primeira parte controlámos os movimentos ofensivos rápidos do FC Porto com alguma dificuldade, mas a verdade é que as ligações no nosso ataque não estiveram tão bem quanto pretendíamos para este jogo. Acredito que a expulsão de Jorge Costa acabou por nos ser pouco benéfica. Às vezes, não se torna nada fácil jogar contra uma equipa com apenas dez jogadores, e a expulsão de Jorge Costa acabou por funcionar ao contrário para o Benfica. Jogar contra dez é sempre difícil, especialmente em casa do adversário. Até à expulsão de Éder, tínhamos condições para ganhar os pontos que depois perdemos. Não fomos capazes de controlar a situação e nem retirámos vantagem da superioridade numérica que detivemos durante algum tempo. Enquanto treinador e espectador, na segunda parte deste jogo pura e simplesmente não existiu qualquer futebol. Houve bastantes faltas e não as vou comentar, até porque foram assinaladas muitas. O FC Porto tem jogadores que souberam explorar a nossa perda de clarividência na segunda parte, e acabámos por ser vítimas de nós próprios, quando chegámos a deter superioridade numérica durante algum tempo e não a aproveitámos.
– Ao intervalo, falou com os seus jogadores para segurarem a igualdade a um golo que então se registava?
– O Benfica não foi inteligente. Tínhamos previsto tudo isso ao intervalo, mas acabou por não dar certo. Não é fácil jogar contra apenas dez jogadores, ainda por cima ante uma equipa com menos um elemento e que actuava na sua casa. Tivemos a vantagem numérica e acabámos o jogo com nove jogadores em campo, depois de dois terem sido expulsos. Na segunda parte, o FC Porto foi inteligente, forçou as faltas e os livres, pois tem bons jogadores para executar. E acabou por conseguir a vitória.
«Éder não cometeu qualquer falta»
Jesualdo Ferreira salientou que apenas uma falta lhe mereceu comentários. Tratou-se do lance disputado entre Éder e Deco, que determinou a expulsão do lateral-direito benfiquista. "É a única falta que comento, porque passou-me mesmo ao pé de mim, do banco. Éder não fez falta e a verdade é que a expulsão ditou a sorte do jogo", referiu o treinador encarnado, que caracterizou o embate de ontem como "um jogo de muitas expulsões, com muitas habilidades de parte a parte, que acabaram por dar mais jeito à equipa do FC Porto".
«Atraso não é ainda decisivo nem definitivo»
Com a derrota sofrida ontem, no Estádio das Antas, a segunda extramuros na competição (a primeira aconteceu no reduto do Nacional), o atraso do Benfica para com os dragões, líderes do quadro classificativo, é de agora de sete pontos. Uma diferença a que Jesualdo Ferreira não atribuiu grande relevância. "Não é nada de especial. É um atraso que não é ainda definitivo, nem sequer decisivo, porque falta disputar muitos jogos até final desta temporada", referiu o responsável técnico do Benfica.

 

CRÓNICA : FC Porto-Benfica, 2-1: O trunfo da maturidade e um Benfica a perdoar

Foi muito intenso, provavelmente até de mais, o FC Porto-Benfica. O jogo, que o FC Porto ganhou com justiça, fica marcado pelas 73 faltas e pelas três expulsões ordenadas pelo árbitro. No final, o resultado fica a dever-se à forma como as equipas reagiram em inferioridade numérica: o FC Porto equilibrou a partida quando se viu privado de Jorge Costa; o Benfica desconcentrou-se logo nessa altura e perdeu completamente a cabeça quando Paulo Costa expulsou Éder e, depois, Miguel. Num desafio onde, devido às constantes interrupções, faltou tempo para os artistas se mostrarem com a bola nos pés, foi a maturidade a decidir tudo. E foi nesse particular que os líderes superaram a prova que parecia condenada ao fracasso.
É que o Benfica entrou a mandar. É certo que marcou no primeiro remate da partida, logo aos 3', e que isso podia encarreirar a equipa para uma boa exibição. O certo é que a exuberância do meio-campo encarnado estava a conter a iniciativa portista. Tiago e Petit mandavam no centro do terreno e impunham ao jogo o sentido da baliza de Nuno. O problema é que não eram acompanhados à altura pela segunda linha de ataque: Roger, com uma exibição apagada, deu razão ao técnico na sua conhecida preferência por Zahovic; Drulovic surgiu pouco em jogo e Simão, mesmo sendo o mais perigoso jogador benfiquista em campo, está longe do fulgor da Primavera passada. Daí que a superioridade mostrada pelo Benfica na primeira meia hora, nunca tenha tido correspondência em ocasiões de golo: o segundo remate encarnado apareceu aos 30', num livre de Roger.
Nessa altura, apesar de os seus desequilibradores terem pouco a bola e parecerem asfixiados pelo meio-campo encarnado, já o FC Porto empatara, num golpe fortuito onde se notou a inexperiência de Éder. Mas a sucessão de acontecimentos até ao intervalo parecia dar a Jesualdo razões para encarar o segundo tempo com optimismo: aos 38', Simão (aparentemente fora-de-jogo) deixou Fehér perto do 1-2 e, no lance seguinte, Jorge Costa foi expulso. Inexplicavelmente, começou aí a debacle do Benfica. Mourinho trocou logo Capucho por Ricardo Carvalho e pediu a Deco e Derlei um esforço suplementar na frente; Jesualdo esperou pelo intervalo para substituir Drulovic por Miguel, na esperança de esticar a equipa.
Mas a segunda parte mostrou um FC Porto mais contido nas faltas e um Benfica imaturo, incapaz de gerir a bola, abusando do choque e acabando por dar ao adversário ocasiões sucessivas de "tiro ao boneco". E Deco, que no final do primeiro tempo já acertara na barra num livre de local "impossível", fez mesmo o golo da vitória noutra tentativa de difícil sucesso, desta vez quase encostado à linha lateral. Tudo a culminar dez minutos em que os benfiquistas viram cinco cartões amarelos e Éder foi expulso.
Complicavam-se as coisas para o Benfica. Se nos 33 minutos em que tiveram um jogador a mais, os encarnados chutaram apenas duas vezes à baliza, após as expulsões de Éder e Miguel, em metade do tempo, o FC Porto podia ter feito mais dois golos, por Maniche e Postiga. Feitas as contas, foram os dragões quem melhor aproveitou a arbitragem de Paulo Costa, demasiado apitador e impedindo o fluir natural do jogo. Daí que, no final, ninguém nas Antas se tenha queixado da impossibilidade de jogar com tantas faltas. O jogo com o Belenenses já vai longe.

 

APRECIAÇÃO À EQUIPA   Benfica frente ao FC Porto: ...E tiveram tudo para ganhar

SIMÃO - Pôs o 'pão' na 'boca' de Fehér: Simão, pois... Não fez uma grande exibição, não desequilibrou, não "pintou a manta", mas foi o mais produtivo jogador encarnado. Jogou muito pelo meio, para tentar desequilibrios, e obrigou a defesa portista a recorrer frequentemente à falta para o travar, face à sua velocidade de pernas e de execução. Foi ele quem expulsou Jorge Costa, deixando a sua equipa em superioridade numérica bem cedo. Na 2ª parte, "desapareceu" um pouco do jogo, disso se ressentido a equipa em termos ofensivos, mas mesmo assim foram duas arrancadas suas que podiam ter decidido o jogo a favor do Benfica, mas Frehér chegou atrasado por milímetros ambas as vezes. Os cruzamentos levavam a conta, o peso e a medida certas para o golo.

O Benfica teve tudo para ganhar o jogo, marcou cedo e aos 40' viu-se em superioridade numérica, com o resultado em 1-1. Mas na 2ª parte não teve estofo para assumir as rédeas do jogo e explorar a inferioridade numérica portista.
Parecia que era o FC Porto que estava a jogar com mais um jogador. A equipa deixou-se pressionar, passou a defender muito atrás, criando um fosso entre o meio-campo e o ataque. Depois, a "verdura" de Éder e o descontrolo de Miguel fizeram o resto...

MOREIRA - Uma grande defesa
Não foi pelo miúdo que o Benfica fraquejou. Não acusou o ambiente e transmitiu confiança aos colegas. Fez uma defesa extraordinária, aos 53', a desviar um remate de Derlei a poucos metros que levava o selo de golo, adiando o 2-1. No segundo golo, Deco tem mérito, pelo "corte" que deu à bola, mas estava adiantado e pareceu mal batido.

ÉDER - "Mordeu o isco"
Fez o cruzamento para o golo de Tiago, logo aos 3', e ganhou confiança para se soltar pelo flanco. Mas aos 19' fez autogolo, numa altura em que estava a defender e a atacar de forma consistente. Na 2ª parte veio ao de cima a sua inexperiência, ao "morder o isco" de Deco, que forçou nitidamente o segundo amarelo depois de ter visto outro minutos antes.

ARGEL - Até se desconcentrar...
Uma boa 1ª parte, a comandar a defesa, a impor-se pelo seu sentido de antecipação e autoridade. Na 2ª parte oscilou algumas vezes, como aos 53' quando permitiu que Derlei fizesse a rotação do corpo para o remate que Moreira salvou. Neste período, deixou emergir o seu temperamento emotivo, desconcentrou-se algumas vezes e viu um amarelo.

JOÃO MANUEL PINTO - "Abanou" na 2ª parte
Tal como Argel, esteve bem melhor na 1ª do que na 2ª parte, na qual dominou Jankauskas e esteve impecável nas dobras (como naquela em que pregou, e com razão, um ralhete em Roger). Depois do intervalo, foi quem mais abanou no eixo da defesa, recorrente no erro de deixar a bola bater na relva à sua frente, criando duas situações de apuro para Moreira.

RICARDO ROCHA - Uma "Rocha" a defender
Esteve como "peixe na água" num jogo "rasgadinho", bem ao seu jeito. Capucho não "fez farinha" durante toda a 1ª parte. O problema foi quando Deco começou a aparecer na sua zona – aí parava os lances, mas recorrendo à falta. Na 2ª parte dobrou João Manuel Pinto e salvou um golo certo de Derlei, mas falhou passes em demasia nas saídas da sua defesa.

TIAGO - Um "pente" perfeito
Não podia começar melhor, com uma diagonal na área e um "pente" perfeito a desviar a bola de Nuno. Foi quem mais vezes marcou Deco, missão que cumpriu a preceito na 1ª parte, apesar de recorrer excessivamente às faltas. Na 2ª parte, quebrou um pouco de produção e deixou de dinamizar a equipa no seu tempo ofensivo, como o fizera na 1ª parte.

PETIT - Um "nó cego" de corar
Viu cedo o cartão amarelo (aos 13'), mas não se inibiu. Jogou "à Petit", naquele seu jeito de ir a todas, como se tivesse o dom da omnipresença em campo. Nuno foi obrigado a aplicar-se em dois remates seus de meia distância.Na 2ª parte não manteve o ritmo, ficou sempre distante da área portista e levou um "nó cego" de Deco de fazer corar o mais "pintado".

ROGER - "Metido no bolso"
Deu razão a Jesualdo por ter sido até agora preterido por Zahovic. Não aproveitou a chance para mostrar que merece ser titular. Passou ao lado do jogo, apesar de na 2ª parte ter dado um "ar da sua graça". Nunca se deu bem com a agressividade portista na recuperação da bola. Sem espaço e tempo para executar foi uma nulidade. Costinha meteu-o literalmente no bolso.

FEHÉR - A "farejar" o golo
Grande disponibilidade física, coragem, boa cobertura da bola de costas para a baliza a segurar a bola, mas claro desfasamento nas desmarcações com os passes e cruzamentos dos companheiros. Chegou sempre uns milésimos de segundo atrasado – sobretudo, a dois cruzamentos de Simão – e isso fez toda a diferença. Limitou-se a "farejar" o golo...

DRULOVIC - Muito apagado
Jesualdo surpreendeu com a titularidade de Éder, Roger e... Drulovic, mas não foi feliz com nenhum deles. Esteve muito apagado, a aparecer no jogo apenas a espaços e sem inspiração. A sua saída ao intervalo, substituído por Miguel, justificou-se plenamente. Decididamente, não foi feliz neste seu regresso às Antas naquele que foi o seu primeiro jogo a titular esta época.

MIGUEL - "Nervos à flor da pele"
Entrou ao intervalo, a substituir Drulovic. Começou bem, com uma boa arrancada, a prometer "estragos" na defesa portista, mas a bola não chegava lá à frente e obrigava Miguel a vir cá atrás em busca dela. Aos 74' descontrolou-se e provocou a sua expulsão, por protestar com o árbitro, deixando a equipa numa situação ainda mais difícil. Tantos nervos à flor da pele...

MANTORRAS - Entrou na pior altura
Entrou aos 66', a substituir Roger, na pior altura do jogo para o Benfica, com o FC Porto a pressionar e o meio-campo encarnado sem capacidade para dinamizar a equipa para o ataque. O que significa que nunca teve o apoio necessário da retaguarda para ser eficaz no último terço do campo. Forçou por isso a iniciativa individual, ganhou um ou outro lance, mas ficou-se por aí.

 

MINUTO A MINUTO, JOGADA A JOGADA
FC PORTO-BENFICA, 2-1 (Éder 20' n.p.b., Deco 72'; Tiago 4')

20:58 - FINAL DA PARTIDA. O FC Porto vence o velho rival lisboeta e distancia-se na liderança da SuperLiga.
89 m - Substituição no FC Porto: CÂNDIDO COSTA rende Derlei.
88 m - Deco, de longe, remata à figura de Moreira.
86 m - Excelente trabalho de Hélder Postiga na área mas o remate sai por cima da trave.
82 m - Forte pontapé de Maniche, ao lado da baliza de Moreira.
79 m - Cartão AMARELO a Costinha, por protestos.
78 m - Cartão AMARELO a Simão, por protestos.
75 m - Cartão VERMELHO a Miguel, por acumulação, após ver dois AMARELOS devido a protestos.
72 m - GOLO DO FC PORTO, por DECO
Livre directo apontado por Deco junto à linha lateral, na esquerda do ataque portista, com a bola a sobrevoar a área e a bater Moreira.
71 m - Cartão VERMELHO a Éder, por acumulação, após ver segundo AMARELO por falta sobre Deco.
70 m - Paulo Ferreira entra pela direita mas o centro não encontra ninguém na área para o desvio.
68 m - Derlei foge pela direita e cruza para Postiga. Moreira antecipa-se e Maniche falha depois a tentativa de recarga.
67 m - Substituição no Benfica: MANTORRAS rende Roger.
66 m - Cartão AMARELO a João Manuel Pinto, por falta sobre Derlei.
62 m - Cartão AMARELO a Roger, por protestos.
61 m - Cartão AMARELO a Argel, por protestos.
60 m - Substituição no FC Porto: HÉLDER POSTIGA rende Jankauskas.
59 m - Cartão AMARELO a Éder, por falta sobre Deco.
58 m - Simão desmarca-se na área portista sobre a esquerda e cruza para Fehér, mas o húngaro, apertado por Pedro Emanuel, não consegue fazer a emenda.
54 m - Derlei trabalha muito bem de costas para a baliza, "livra-se" de dois adversários e remata para excelente intervenção de Moreira.
53 m - Excelente trabalho individual de Tiago, a "furar" pelo centro do terreno mas depois a não concluir da melhor forma, atirando para fora.
51 m - Jogada individual de Derlei, concluída com um remate disparatado, muito ao lado.
46 m - O Benfica regressa dos balneários com MIGUEL no lugar de Drulovic.
20:07 - INÍCIO DO SEGUNDO TEMPO.
19:51 - FINAL DA PRIMEIRA PARTE.
45 m - Deco, mais uma vez de livre, atira ao lado.
44 m - Livre directo apontado por Deco ainda muito longe da área, acertando em cheio no poste direito da baliza de Moreira. Na recarga, Jankauskas atira ao lado.
42 m - Livre directo cobrado por Petit, com a bola a sair a rasar o poste esquerdo da baliza de Nuno.
41 m - Substituição no FC Porto: Capucho dá lugar a RICARDO CARVALHO.
39 m - Cartão VERMELHO a Jorge Costa, por acumulação, após ver o segundo AMARELO por derrube a Simão. Os dragões ficam reduzidos a dez elementos.
38 m - Excelente cruzamento de Simão, da esquerda, com Fehér a chegar ligeiramente atrasado para emenda frente ao guardião portista.
34 m - Bom remate de Petit, colocando grandes dificuldades à defesa de Nuno.
24 m - Cartão AMARELO a Jorge Costa, por falta sobre Fehér.
20 m - GOLO DO FC PORTO, por ÉDER n.p.b.
Excelente cruzamento de Paulo Ferreira do flanco direito e Éder, ao segundo poste, desvia de cabeça para a própria baliza, quando tentava impedir que a bola chegasse a Derlei, que surgia nas suas costas.
19 m - Remate forte de Jankauskas, à figura de Moreira.
13 m - Cartão AMARELO a Petit, por falta sobre Nuno Valente.
10 m - Jogada de Deco pela esquerda, centro e Jankauskas falha o alvo por pouco com a bola a sair pela linha de fundo tocada ainda por um defesa benfiquista.
8 m - Livre de Deco ainda de muito longe, com a bola a sobrevoar a área e a bater frente a Moreira, que quase era surpreendido (sai ligeiramente ao lado do poste esquerdo).
4 m - GOLO DO BENFICA, por TIAGO
Jogada de insistência dos encarnados, com Éder a cruzar da direita e Tiago a antecipar-se a toda a gente e a cabecear para o fundo das redes.
19:03 - INÍCIO DO ENCONTRO.
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SUPERLIGA - 7ª JORNADA
FC PORTO-BENFICA
Estádio das Antas, no Porto
Hora: 19:00
Árbitro: Paulo Costa (Porto)
FC PORTO - Nuno; Paulo Ferreira, Jorge Costa, Pedro Emanuel e Nuno Valente; Costinha, Maniche e Deco; Capucho, Jankauskas e Derlei.
Treinador: José Mourinho.
Suplentes: Paulo Santos, Ricardo Carvalho, Alenitchev, Bruno, Cândido Costa, Clayton e Hélder Postiga.
BENFICA - Moreira; Éder, João Manuel Pinto, Argel e Ricardo Rocha; Petit, Tiago e Roger; Simão, Fehér e Drulovic.
Treinador: Jesualdo Ferreira.
Suplentes: Nuno Santos, Armando, Mantorras, Zahovic, Ednilson, Miguel e Hélder.