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Jornada #5 - 21 de Setembro  de  2003   

PORTO- 2   BENFICA -0


CRÓNICA
: FC Porto-Benfica, 2-0: Como se oferecem golos e pontos mortais

O Benfica foi melhor tecnicamente mas marcou golo e meio na própria baliza; o campeão ganhou porque ainda tem um bom fundo de jogo
O FC Porto ganhou ontem ao Benfica na despedida dos clássicos das Antas, por 2-0, mas o resultado não diz tudo o que se passou em campo.
Os golos foram dois episódios do jogo: no primeiro foi um erro crasso de Miguel, que tentou passar com o peito a bola a Moreira e deu-a a Derlei ali mesmo na frente da baliza; no segundo acabou por ser Argel a marcar na própria baliza, depois de um canto tenso de Ricardo Fernandes. Um golo em cada parte, mas o FC Porto não jogou para isso, nem o Benfica para ficar em branco. Foi mais o Benfica que perdeu o jogo do que o FC Porto que o ganhou, porque marcar golo e meio na própria baliza é de mais.

Apesar de tudo, há uma diferença substancial que é necessário relevar: o FC Porto, mesmo a jogar mal, mesmo a fazer muito pouco do que costuma fazer - por mérito do Benfica -, teve ainda o fundo de jogo que lhe permitiu não sofrer golos. O que é isso do fundo de jogo? É ser uma equipa, é os jogadores saberem sempre onde devem estar, onde funciona o princípio da ajuda e das compensações, onde não se cometem erros vitais. E isso, em minha opinião, viu-se mesmo neste bisonho campeão. Quando individiualmente as coisas não correm bem - e não correram, basta ver que Deco não conseguiu uma jogada das suas -, se não há esse fundo de jogo e um pouco de sorte, não é possível ganhar um jogo a um Benfica tão bom, tão descaradamente à vontade em muitos períodos.

Esperava-se outro jogo, mas ele foi indiscutivelmente marcado pelas escolhas de Camacho. O técnico do Benfica jogou praticamente em 4x3x3, com Simão a partir de uma posição atrás dos dois pontas-de-lança para deambular por toda a frente atacante. Com três homens na frente, Tiago fechava a direita e tinha o apoio de Miguel, e Zahovic fechava na esquerda e também avançava. Camacho deslocou o centro de gravidade da equipa para a frente e o famoso "pressing" alto do FC Porto foi quase sempre... do Benfica.

Com os seus homens bem adiantados, o Benfica nunca foi dominado, dominou mesmo durante vários períodos, teve mais tempo de posse de bola (na primeira parte) e não dispôs, pelo menos, de menos oportunidades de marcar que o FC Porto. Esteve sempre muito mais confortável em campo e, com o seu "pressing" alto, nunca deixou os "Mourinho boys" fazerem o seu jogo de posse de bola à procura do erro do adversário ou das combinações em profundidade.

Mourinho optou pelo 4x4x2, com Ricardo Fernandes encostado à esquerda e Deco mais à direita. Um livre no primeiro minuto (boa defesa de um bom Moreira a remate de Deco) parecia lançar a equipa, mas rapidamente se viu que o Benfica ia mostrar os limites do FC Porto, que não tem extremos para dias importantes.

Mourinho ainda tentou encostar Maniche à direita para explorar o temperamento pouco defensivo de Zahovic, mas a equipa não encontrou o seu eixo de jogo atacante. Nunca conseguiu, por exemplo, fazer nascer o jogo nos pontapés longos para Jankauskas ou Derlei ganharem de cabeça e, depois, alguém aparecer na segunda bola. Luisão ganhou a maioria dos poucos lances que o FC Porto ensaiou, tirando um em que Jorge Costa atirou a bola a meio do seu meio campo para as costas dos defesas e Derlei, sempre generoso, ainda a foi apanhar de cabeça mas rematando-a em desequilíbrio.

De resto, cabe dizer que na primeira parte o Benfica conseguiu um bom remate (bicicleta de Argel e boa defesa de Baía) e o resto foi um Sokota na área, depois de boa iniciativa, a ser desarmado por Ricardo Carvalho, e o mesmo defesa a ter de derrubar Simão, que se isolava. Oportunidade de golo mesmo o Benfica conseguiu-a já com João Pereira em campo (saiu Fehér, o que mostra a falta de banco...), num cruzamento do miúdo que acabou na barra, depois de cabeceamento de Sokota (62').

De resto, o FC Porto fizera o segundo golo logo aos 53', e a partir daí geriu a vantagem, sinal de que não estava nada confiante. As substituições de Mourinho também foram na base da contenção (Pedro Mendes e Bosingwa e, no fim, Hugo Almeida). Mas jogadas de princípio e fim, o FC Porto teve muito poucas e as defesas mais difíceis de Moreira foram em desvios a corrigir os seus defesas (como um desvio de Luisão, aos 14'), mais um remate de Ricardo Fernandes, ou outro de Ricardo Carvalho (49'), mostrando como esteve longe dos níveis de construção habituais. A defesa segurou o pouco que o ataque fez.

APRECIAÇÃO À EQUIPA
Benfica frente ao FC Porto: Ganhou masoquismo de Miguel e Argel

Surpreendente exibição, a realizada pelo Benfica. A inesperada estratégia de Camacho deu que pensar a Mourinho e só dois golos oferecidos traíram uma equipa que não merecia sair derrotada das Antas. Mas a defesa continua fraca. Luisão não resolve velhos problemas e assim artistas como Simão, Tiago, Petit e mesmo Moreira terão de continuar a lutar. E falta banco de suplentes para quem deseja lutar pelo título...

MOREIRA (4). Excelente exibição do jovem guarda-redes do Benfica. Seguro, apenas ao 87' largou uma bola após centro da direita. De resto, impecável. Nada a fazer nos golos e duas defesas fantásticas na primeira parte.
MIGUEL (2). Estava a fazer um grande jogo quando, aos 30', ofereceu o golo a Derlei. Patinou um pouco, perdeu mais algumas bolas, recuperando apenas na segunda parte. Aos 80' viu um amarelo justo por falta sobre Derlei.
ARGEL (2). Uma exibição de querer e raça também ela manchada por um estrondoso erro que, somado ao de Miguel, ofereceu a vitória ao FC Porto. Até lá uma bicicleta poderosa aos 11' e dificuldades para segurar Derlei aos 39'. Poderoso, esteve sempre no centro dos acontecimentos.
LUISÃO (2). Alguns furos abaixo do seu colega do eixo da defesa. Aos 14 quase borrava a pintura, obrigando Moreira a defesa apertada. Aos 51' um falhanço infantil obrigou o árbitro a dar-lhe um amarelo por agarrar Derlei. Bem no jogo aéreo, pareceu ter algumas dificuldades de colocação. Melhor na marcação a Jankauskas.
RICARDO ROCHA (3). Não merecia a expulsão num lance inventado por Lucílio Baptista. Garra de destacar permitiu-lhe resolver quase todos os problemas, excepto num lance em que deixou fugir Paulo Ferreira, tendo visto um amarelo bem dado por travá-lo em falta. Era um dos melhores até ser obrigado - mal - a recolher aos balneários. De registar a notável capacidade de sacrifício para cumprir tão bem num lugar que, claramente, não é para ele.
TIAGO (3). Lampejos de classe e uma calma fantástica permitiram-lhe passar por Costinha, Maniche e Ricardo Fernandes como se fossem jogadores banais. Importante na manobra a meio-campo, onde o Benfica quase encantou, foi importante para a agradável exibição da equipa de Camacho.
PETIT (4). Que pulmão. Que poder de choque. Que discernimento. Agredido de forma feia por Maniche - que o árbitro se 'esqueceu' de expulsar - soube não reagir. Na luta a meio-campo ganhou quase sempre. Faltaram mais 'Petits'...
SIMÃO (4). Grande exibição do mais esclarecido e talentoso dos médios ofensivos do Benfica, mesmo o melhor em campo. Apareceu na esquerda e na direita, com uma velocidade incomum para quem vinha de uma paragem mais ou menos prolongada. Ceifado violentamente por Jorge Costa aos 3' e aos 37', arrancou três amarelos aos jogadores do FC Porto. Perdeu fulgor apenas nos últimos dez minutos, já muito castigado pela defesa contrária.
ZAHOVIC (3). Uma exibição muito agradável do médio esloveno, que, ao contrário do habitual, nunca se encolheu perante os defesas portistas e soube jogar simples, ao primeiro toque, procurando sempre o ataque. Uma abertura fantástica para Sokota, aos 19', podia ter originado o primeiro golo do jogo. Saiu para entrar Cristiano devido à expulsão de Ricardo Rocha.
FEHÉR (2). Um dos elementos menos esclarecidos do 'onze' inicial do Benfica, não conseguindo criar uma única ocasião de perigo para a baliza de Vítor Baía. A favor o esforço colocado em todas as acções e a forma como se bateu contra Jorge Costa e Ricardo Carvalho e a disponibilidade para ajudar a equipa em todos os sectores.
SOKOTA (3). Aos 62' podia ter reduzido e catapultado a equipa para outro resultado. A bola saiu da sua cabeça para a barra. Lutou muito e correu quilómetros do princípio ao fim. Antes, aos 19' teve oportunidade para inaugurar o marcador, mas perdeu tempo e foi desarmado por Ricardo Carvalho. Com um pouco mais de ratice arrancaria mais cartões à defesa portista. Mas é um jogador leal...
JOÃO PEREIRA (3). Afinal o miúdo ficou no banco, mas quando entrou fê-lo de corpo e alma. Nem sempre esclarecido, é um facto, mas o ambiente nas Antas não estava para perfeições. Colocou a bola na cabeça de Sokota no lance em que este atirou à barra e deu mais dois ou três nós cegos a Nuno Valente e companhia. Uma estreia nos clássicos que deixa alguma água na boca.
FERNANDO AGUIAR (1). Quem dá o que tem a mais não é obrigado. Mas Aguiar tem pouco para dar ao Benfica. Entrou mas, claro, não acrescentou nada. É algo com que Camacho tem de viver.
CRISTIANO (1). Um corpo estranho no jogo de ontem, pois só entrou devido à injusta expulsão de Ricardo Rocha. Tal como Fernando Aguiar, dá o que tem. Não trouxe nada de novo, mas também não era isso que se lhe pedia.

MINUTO A MINUTO, JOGADA A JOGADA
FC PORTO-BENFICA, 2-0 (Derlei 30', Argel [npb] 53')

21:12 - Final do encontro.
90' - CARTÃO AMARELO para Petit.
90' - Boa iniciativa de João Pereira pelo lado direito. O jovem ultrapassa dois opositores, mas não solta a bola em tempo útil, pois surge Jorge Costa a dobrar os companheiros.
88' - Deco cria mais uma ocasião de perigo, na cobrança de um livre. Moreira não segura o esférico, mas Jorge Costa opta por jogar para trás, em vez de tentar o remate.
87' - No FC Porto, sai Jankauskas, entra HUGO ALMEIDA.
82' - Última substituição nos encarnados. CRISTIANO rende Zahovic.
80' - CARTÃO AMARELO para Miguel.
79' - Mourinho tira Maniche e faz entrar BOSINGWA.
79' - Falta de Ricardo Rocha sobre Deco. Quando o árbitro se prepara para mostrar o segundo amarelo ao central do Benfica, este atira a camisola para o relvado, irritado. CARTÃO VERMELHO directo.
75' - Maniche e Petit caem após a disputa de um lance e trocam empurrões no chão. Ao levantar-se, o portista pisa deliberadamente o estômago do adversário.
74' - Substituição no Benfica. FERNANDO AGUIAR rende Tiago.
69' - Bola em profundidade para o ataque dos dragões. A defesa do Benfica mostra passividade e Derlei acredita que pode chegar à bola. Moreira tem de sair da baliza para afastar o perigo.
64' - Substituição no FC Porto. PEDRO MENDES entra para o lugar de Ricardo Fernandes.
62' - A oportunidade mais flagrante para os encarnados. João Pereira centra com precisão para as imediações da pequena área... Sokota eleva-se bem e cabeceia à barra da baliza de Baía.
59' - Camacho tira Fehér e faz entrar JOÃO PEREIRA.
58' - Tiago faz um autêntico 'slalom' junto ao último reduto portista... Apesar do esforço do médio, a bola perde-se pela linha final, mercê da acção de Jorge Costa.
53' - GOLO DO FC PORTO... Canto apontado por Ricardo Fernandes na direita. ARGEL, ao tentar o corte de cabeça, introduz a bola na baliza de Moreira.
52' - CARTÃO AMARELO para Luisão.
50' - Ricardo Carvalho invade a área benfiquista pelo lado esquerdo, depois de uma jogada de entendimento com Derlei. O central opta pelo disparo e Moreira, com os punhos, defende em dificuldade.
49' - CARTÃO AMARELO para Costinha, após uma dura entrada sobre Simão Sabrosa.
20:32 - Recomeça a partida.
............................................................
20:20 - Intervalo nas Antas.
45' - Jogada de envolvimento do ataque encarnado, pelo lado esquerdo. Tiago flecte para o meio e remata, mas ao lado.
45´ - Vai-se jogar mais um minuto.
40' - Lucílio Baptista mostra o CARTÃO AMARELO a Ricardo Rocha, depois de uma falta sobre Maniche.
39' - Jorge Costa levanta a bola para a área do Benfica... Derlei cabeceia, mas por cima.
37' - CARTÃO AMARELO para Jorge Costa, por derrube sobre Simão.
34' - Tiago centra para a área, onde aparece Fehér, a cabecear... Muito torto.
30' - GOLO DO FC PORTO... Maniche cruza da direita e Miguel tenta o atraso de peito para Moreira, mas DERLEI intercepta e atira para o fundo das redes.
26' - CARTÃO AMARELO para Ricardo Carvalho, por derrubar Simão Sabrosa quando este seguia isolado para a área portista.
23' - Sokota entra novamente na área do FC Porto e tenta assistir Fehér, mas Ricardo Carvalho corta pela linha de fundo.
22' - Remate de Maniche de fora da área... À figura de Moreira, que recolhe a bola à vontade.
20' - Sokota, a passe de Zahovic, entra na área portista, mas é desarmado por Ricardo Carvalho quando tentava a finta.
16' - Deco cruza da esquerda... Costinha enche o pé, mas atira ligeiramente por cima da barra encarnada.
15' - Nova defesa de Moreira para canto, agora a negar o golo a Ricardo Fernandes.
14' - Luisão quase que marca na própria baliza, depois de um alívio mal calculado a um centro de Paulo Ferreira. Valeu Moreira, que, atento, defendeu para canto.
11' - Pontapé de bicicleta de Argel... Baía evita o golo com uma defesa apertada.
3' - Simão Sabrosa reentra em campo.
2' - Jorge Costa entra sobre Simão. O jogador do Benfica é assistido fora das quatro linhas.
1' - Deco tenta o canto directo, mas Luisão corta o lance.
1' - Defesa de Moreira para canto a responder superiormente a um livre directo de Deco.
19:30 - Início do encontro. Sai o FC Porto.

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SuperLiga, 5ª jornada
Estádio das Antas, Porto
Árbitro: Lucílio Baptista (Setúbal)
FC PORTO
Vítor Baía; Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Ricardo Fernandes, Costinha, Deco e Maniche; Jankauskas e Derlei
Suplentes: Nuno, Pedro Emanuel, Ricardo Costa, Bosingwa, Marco Ferreira, Pedro Mendes e Hugo Almeida
Treinador: José Mourinho
BENFICA
Moreira; Miguel, Argel, Luisão e Ricardo Rocha; Petit e Tiago; Zahovic, Simão, Sokota e Féher
Suplentes: Bossio, Cristiano, Andersson, Fernando Aguiar, Carlitos, Hélder e João Pereira
Treinador: José Antonio Camacho

O Tribunal do JOGO  Lucílio poupou nas expulsões

Ao derradeiro clássico das Antas não faltaram casos, todos de natureza disciplinar. Lucílio Baptista pecou pela benevolência com que analisou entradas de Ricardo Carvalho e de Costinha sobre Simão Sabrosa, punidas com o cartão amarelo, insuficiente para as circunstâncias. O internacional sadino passou ao lado de uma agressão de Maniche a Petit e acabou por ser salvo de mais um erro no capítulo disciplinar quando se preparava para exibir, indevidamente, o segundo cartão amarelo a Ricardo Rocha. O benfiquista perdeu a cabeça perante as consequências iminentes de uma falta que não cometera, despiu a camisola e atirou-a ao chão, na direcção do árbitro, precipitando a expulsão.

26': O cartão amarelo é suficiente para sancionar a falta de Ricardo Carvalho sobre Simão Sabrosa?
48': É adequado o cartão amarelo exibido a Costinha no lance com Simão Sabrosa?
74': Faltou acção disciplinar no lance de Maniche com Petit?
78': Ricardo Rocha "salvou" o árbitro de uma decisão errada?
 
ANTÓNIO GARRIDO

MAIS
O jogador do Benfica não estava frontal à baliza, encontrava-se numa posição de lado, e o critério do árbitro para a apreciaão desses lances é fundamental. Considerou que não havia situação flagrante de golo, mas que o portista cortou uma jogada de perigo para a sua baliza. Aceitamos a decisão do árbitro, dentro do critério dele e das leis do jogo.

MENOS
Pelas imagens televisivas verifica-se que a entrada de Costinha é por detrás. Pelas instruções que os árbitros têm, deve ser sacionada com o cartão vermelho. O árbitro entendeu que apenas houve entrada por detrás com algum perigo. Pela televisão, seria vermelho; no terreno de jogo, o juiz considerou de outra maneira, mas, como nos guiamos pelas imagens televisivas, temos que considerar que seria um amarelo... alaranjado.

MENOS
Foi uma jogada em que os dois jogadores se embrulharam. Inicialmente, há uma falta de Petit sobre Maniche. Os jogadores ficam entrelaçados e, ao tentar sair dessa posição, Maniche acaba por atingir o adversário, numa falta despropositada. Se o árbitro tem visto o lance, teria que mostrar o cartão vermelho, assim como Petit também deveria ter sanção disciplinar.

MAIS
É um lance de sofá. Pelo facto de o árbitro ter ajuizado que houve motivo para cartão amarelo, pelo aparato da queda e conforme decorreu o lance, possivelmente, iria mostrar-lhe o cartão amarelo, mas Ricardo Rocha, numa atitude reprovável, despiu a camisola e atirou-a para o terreno do jogo na direcção do árbitro, que, muito bem, exibiu-lhe o vermelho directo.

JORGE COROADO

MENOS
Na posição em que Simão Sabrosa se encontrava e a direcção que levava, tendo a bola dominada, prefigurava uma situação prometedora de golo. O cartão amarelo é manifestamente curto.

MENOS
Costinha atinge Simão Sabrosa por detrás, em manifesta situação de colocar em perigo a integridade física do benfiquista, pelo que o cartão amarelo mostrado é igualmente curto.

MENOS
Convenientemente, quando os dois jogadores no chão, em atitude verdadeiramente romântica e entrelaçados, procuravam levantar-se, Lucílio Baptista virou a cara quando Maniche pensou estar na pisa da uva e não num campo de futebol, embora o que pisou não seja propriamente o fruto do vinho. Adequava-se a exibição do cartão vermelho, a cor da paixão.

MAIS
Por influência do assistente Devesa Neto, Lucílio Baptista assinalou uma falta inexistente. Ricardo Rocha apercebeu-se que ia ver o cartão amarelo, despiu a camisola e arremessou-a ao solo na frente do árbitro. Este, indignado, entendeu por bem defender a honra e a história de um clube, lembrando ao profissional o respeito que deve à entidade patronal, exibindo o cartão vermelho, correctamente.

MIRANDA SOUSA

MENOS
Deficiente análise em matéria disciplinar, face à natureza da infracção e ao local onde a mesma ocorreu. Justificar-se-ia a exibição do cartão vermelho, de acordo com o estipulado na lei XII. Falha em matéria disciplinar.

MENOS
É inadequada a exibição do cartão amarelo. Costinha entra em "tackle", por detrás, colocando em perigo a integridade física do adversário, pelo que, face ao regulamentado na lei, deveria ter sido alvo da exibição do correspondente cartão vermelho, o que não se verificou.

MENOS
O árbitro, muito bem colocado, não actuou em matéria disciplinar, conforme previsto nas leis de jogo. Maniche torna-se culpado de conduta violenta, pelo que deveria ser-lhe exibido o correspondente cartão vermelho, o que não aconteceu.

MAIS
Pelas imagens, não se verifica qualquer infracção de natureza técnica cometida por Ricardo Rocha. A sinalética do árbitro-assistente, se foi por esse motivo, foi errada. Posteriormente, a atitude do jogador do Benfica é passível da exibição do cartão vermelho, face à atitude que tomou e por ter proferido palavras injuriosas e/ou grosseiras para com o árbitro.

ROSA SANTOS

MAIS
É situação para cartão amarelo, porque não se trata de uma jogada de perigo iminente. Ainda há outro jogador do FC Porto antes do guarda-redes.

MAIS
Aquela entrada do Costinha é, quanto a mim, um bocado brusca, por detrás. Quando há essa agressividade, devia ser mostrado o vermelho, mas como, em situações iguais, o árbitro tomou decisões semelhantes, dou-lhe o benefício da dúvida. Mas que era para o avermelhado, isso era.

MENOS
O árbitro devia ter chamado a atenção dos jogadores e tê-los mandado tomar banho mais cedo ou exibido o cartão amarelo, porque há um comportamento incorrecto entre ambos.

MAIS
Dá-me a ideia de que não há qualquer contacto e devia ser mostrado o amarelo a Deco por comportamento incorrecto. Ricardo Rocha sentiu-se injustiçado, mas teve um comportamento inqualificável. Um jogador desses não é digno de vestir a camisola do clube que se diz ser o maior do país, com seis milhões de adeptos: atirou-a ao chão e na cara do árbitro. É uma atitude muito grave. Salvou o árbitro da sua decisão, o que não invalida o erro deste na primeira acção.

 

 

 


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