Free Web Hosting by Netfirms
Web Hosting by Netfirms | Free Domain Names by Netfirms

r>
 

 


Home
Back

 
   
or="#000000" height="489">

 

 

Jornada #7  -  24 de Outubro 2004   

BENFICA - 2 NACIONAL - 1

CRÓNICA
Benfica-Nacional, 2-1: Sarar feridas recentes com tiro e cabeça fria Paulo Calado

Patacas teve noite complicada devido à acção de Simão

Golos de Karadas e Sokota permitiram ao Benfica somar os três pontos perante um Nacional que, no fim, ainda pregou grande susto

Foi o mérito da acção conjunta do treinador (soube mexer na equipa) com a vontade expressa pelos jogadores (sempre disponíveis, mesmo quando pouco inspirados) que explicam o triunfo indiscutível do Benfica sobre o Nacional. Tudo num cenário difícil para os encarnados. Pelo que sucedeu na hora e meia e pelos antecedentes que a enquadravam.

Se a derrota com o FC Porto causou feridas múltiplas; se os arranhões mais significativos se viram do exterior, através do resultado e do encurtar das distâncias na classificação; se o futuro, de repente, se tornou menos risonho e a crença em tudo o que foi feito podia ter ficado abalada, então o Benfica tinha ontem, depois da vitória para a Taça UEFA, um teste ao seu estado de saúde psicológico. Faltava saber, afinal, se os efeitos do resultado com o FC Porto tinham atingido a esperança dos adeptos e o orgulho dos jogadores.

O Nacional chegou à Luz assumindo um papel próximo do psicanalista. Fê-lo totalmente indiferente à saúde do adversário. Para começar manteve a estrutura de 4x3x3, com a qual se encaixou totalmente nas exigências tácticas levantadas pelo Benfica; depois nunca teve razões para se atemorizar e só com o tempo assumiu que o empate não seria um mau negócio.

Transição

O facto é que o Nacional não quis ser um interveniente passivo na história. Distorceu o papel que teoricamente lhe cabia como psicanalista e ao fim de muito ouvir também quis falar. Teria havido um grave conflito, não fosse dar-se o caso de o Benfica, a partir de certa altura do primeiro tempo, ter revelado que, bem vistas as coisas, também não tinha assim tanto para dizer.

Com um meio-campo composto por Paulo Almeida (competente na sua área restrita mas sem mobilidade e abrangência), Zahovic (muito próximo de Karadas e por isso mesmo sem espaço para organizar) e Manuel Fernandes (certinho em quase tudo mas pouco explosivo e dinamizador), o Benfica revelou o primeiro problema do seu futebol: a incapacidade gritante e quase total de garantir as transições; de transformar uma bola ganha em acção defensiva num lance de envolvimento, de trás para a frente, rumo à baliza do Nacional.

Presença

Mas não era só nesse capítulo que o problema se levantava - e convém dizer, desde já, que o único benfiquista capaz de esticar o jogo em profundidade foi Miguel, no flanco direito. A questão é que, no momento de se instalar junto à área insular, o Benfica não apresentava soluções. Em primeiro lugar porque os seus jogadores não ganharam os duelos individuais e, depois, porque faltou, de uma forma geral, presença no ataque e na área.

A partir de certa altura, o Nacional sentiu-se cómodo no seu 4x3x3, com um misto de zona e marcações individuais. Em toda a primeira metade, Karadas falhou o remate após bom lance de Miguel (26') e Luisão, na sequência de um livre, cabeceou à barra (38'). Foi o melhor que se pôde arranjar.

Mudanças

Após o intervalo, Trapattoni não esperou muito para introduzir mudanças. Fez entrar Sokota para o lugar de Zahovic e arrumou a equipa de forma a ter mais poder físico na zona de finalização; tirou João Pereira, meteu Geovanni e arranjou condições estruturais para se abalançar verdadeiramente à procura do golo.

Antes do início da cavalgada vitoriosa, e no mesmo lance, Ferreira e Serginho Baiano podiam ter inaugurado o marcador (52'). Foi a partir de então que o Benfica assumiu todas as despesas do jogo. Com Simão mais solto, Karadas na esquerda, Sokota no eixo central e Geovanni na direita, a equipa galvanizou-se. Mesmo com um futebol inclinado para o flanco direito, a pressão fez-se sentir; mesmo com assimetrias claras, o golo passou a ser uma questão de tempo. A sensação da derradeira meia hora teve como resposta o espectacular tiro de Karadas e a cabeçada vitoriosa de Sokota.

Susto

Quando o jogo estava controlado e a vitória parecia garantida, o Nacional introduzindo no jogo um clima emocional inconveniente para os benfiquistas. Para quem pretendia uma noite sem sofrimento que permitisse um santo regresso às vitórias, o golo de Goulart aos 88' foi susto tremendo. Sinal de que, mesmo com os três pontos no bolso, o Benfica mostrou que continua a haver muito trabalho mental para fazer.

Árbitro

MÁRIO MENDES (1). Uma actuação desastrosa na primeira parte, com intervenção excessiva no jogo - 33 faltas, algumas inexistentes. Quando melhorou o nível cometeu deslize inacreditável. No lance do golo do Nacional deu indicação de livre indirecto - tinha o braço bem levantado. Ora como a bola não bateu em ninguém, o golo não devia ter sido sancionado.


APRECIAÇÃO À EQUIPA
Benfica frente ao Nacional: Ora digam lá que sou um norueguês tosco
Até ao intervalo, apenas um lance de Luisão (exibição personalizada e uma única falta) alegrou os adeptos, com um remate de cabeça à barra. A entrada de Sokota e um belo golo de um avançado que tem tanto de puro como de generoso ajudaram a esquecer o pior




Emerson parece assustar-se perante presença de Karadas

MOREIRA (3). Um golo bizarro em que fica à espera de um toque de um defesa (Argel), em oposição a Adriano, acabando depois por deixar a bola bater à frente (fatal). De resto, três boas intervenções, a defender livre de Serginho Baiano (6'), remate de Ferreira (53') e de Marcelo (73'). Em contraponto, terá de rever a forma como joga com os pés.

MIGUEL (3). Foi o primeiro a dar sinais de inconformismo numa fulgurante arrancada pelo lado direito que quase redundava num golo de Karadas. Por vezes eclipsou-se e já perto do final entregou uma bola a Ferreira numa zona perigosa. Mesmo assim, nota positiva para o lateral-direito pela agressividade com que encarou o jogo.

LUISÃO (3). Está moralizado o central brasileiro e a sua evolução acentua-se de dia para dia. Quem o viu e quem o vê! Um remate de cabeça na barra, ainda na primeira parte, e uma única falta durante 90 minutos. É obra para um defesa.

ARGEL (3). Não esteve tão imaculado como o seu companheiro (são estilos distintos) mas assinou um bom trabalho. No lance do golo, salta com Adriano mas não chega à bola.

FYSSAS (3). Constante entrega ao jogo e a particularidade de ter sido o elemento do Benfica que mais faltas (cinco) sofreu na primeira parte.

MANUEL FERNANDES (3). Joga quase sempre bonito, sem recorrer à falta, de uma forma discreta mas eficaz. Um bom cruzamento para Sokota e um bom remate também fizeram parte do currículo deste jovem na noite de ontem.

PAULO ALMEIDA (2). Definitivamente, o povo, mesmo sem a cultura táctica de que falava, há uns tempos, Giovanni Trapattoni, não gosta do brasileiro. Nós também não. É lento, pára o jogo, quase adormece, entrega quase sempre mal. Chega?

JOÃO PEREIRA (1). Simplesmente mau de mais para ser verdade. De bradar ao céus!

ZAHOVIC (1). Actuou durante o período mais feio dos encarnados. Mas também não foi, durante esse tempo, o patinho bonito. Longe disso. Louve-se o esforço.

SIMÃO (3). Primeira parte deprimente (uns livres e umas escapadelas) e um pós-intervalo ao seu nível: dinâmico, atrevido, a dar o golo a Sokota. Pela negativa, um mau passe para Ferreira que quase dava golo.

KARADAS (4). O rapaz já estava tão irritado com aquela tendência do árbitro para o castigar sempre com faltas (cinco na primeira parte, de longe o mais faltoso dos encarnados) que não esperou pela demora: após receber a bola de Geovanni, virou-se e sem perder tempo rematou de onde quase ninguém se lembra de rematar para um belo golo. Mas não é apenas pelo golo que o ponta-de-lança norueguês (ontem Trapattoni resolveu, por momentos, encostá-lo na esquerda!) figura neste espaço. Não. Karadas foi muito mais: generoso, dedicado, empreendedor, solidário com a defesa, sempre com um espírito de equipa que é de louvar no futebol português. Nota-se-lhe ainda alguma pureza mas de tosco Karadas começa a ter muito pouco. Da Noruega não vem apenas bacalhau.

SOKOTA (3). Dois bons passes e um golo. Melhor era impossível.

GEOVANNI (1). Está no golo de Karadas e pouco mais.

BRUNO AGUIAR (0). Escassos minutos em campo sem nada para contar.




MINUTO A MINUTO, JOGADA A JOGADA
BENFICA-NACIONAL, 2-1 (Karadas 61', Sokota 80'; Alexandre Goulart 86')

21:08 - FINAL DA PARTIDA. O Benfica consegue mais três pontos na SuperLiga e vai continuar na liderança.
86' - GOLO DO NACIONAL, por ALEXANDRE GOULART.
Livre descaído para a esquerda, batido por Alexandre Goulart. A bola passa a barreira e acaba por bater à frente de Moreira, traindo o guardião encarnado. Apesar da trajectória da bola, Moreira foi mal batido.

84' - SUBSTITUIÇÃO para o BENFICA. Sai Karadas e entra BRUNO AGUIAR.
80' - GOLO DO BENFICA, por SOKOTA.
Centro da direita de Simão para a área e Sokota a ganhar posição e a cabecear com força para o fundo das redes de Hilário.

78' - CARTÃO AMARELO para MANUEL FERNANDES, por demorar na reposição da bola em jogo.
76' - Geovanni a tentar um livre de muito longe, mas a bola passa longe da baliza e com muito pouca força.
75' - SUBSTITUIÇÃO na equipa do NACIONAL. Sai Serginho Baiano e entra ADRIANO.
75' - SUBSTITUIÇÃO no NACIONAL. Sai Marcelo, entra GOULART.
73' - Centro da direita de Simão e Sokota a enviar a bola para fora. Mais uma boa chance desperdiçada.
72' - Ferreira a entrar pela direita, centra para Marcelo, que não consegue colocar a bola no fundo das redes.
70' - Sokota a colocar longo na direita, onde aparece Geovanni, que entra na área e tenta o centro, mas a defesa do Nacional consegue limpar o lance.
67' - SUBSTITUIÇÃO para o NACIONAL. FÁBIO SANTOS entra para o lugar de Patacas.
66' - A partida foi interrompida, uma vez que Fyssas está a receber assistência depois de uma queda aparatosa. Parece estar bem o defesa grego do Benfica.
64' - CARTÃO AMARELO para MARCELO, por falta dura sobre Karadas.
62' - CARTÃO AMARELO para ARGEL.
61' - GOLO do BENFICA, por KARADAS.
O avançado norueguês Karadas a receber a bola à entrada da área, a fazer a rotação e a rematar forte para o fundo das redes. Um golo fantástico do ponta-de-lança benfiquista. É o seu terceiro na SuperLiga.

59' - Recuperação do Benfica e Sokota a assistir para Simão, que correu até à área e rematou forte para as mãos de Hilário. O Benfica está mais atrevido no ataque nestes últimos minutos.
59' - CARTÃO AMARELO para HILÁRIO, por demorar muito tempo a repor a bola em jogo.
57' - Centro milimétrico de Manuel Fernandes da direita e Sokota no centro da área a cabecear contra um defesa e a bola a ir para fora. Muito perigo para Hilário neste lance.
56' - SUBSTITUIÇÃO na equipa do BENFICA. Sai João Pereira e entra GEOVANNI.
56' - A equipa médica do Nacional entra para assistir Ferreira.
55' - Trapattoni vai mexer na equipa. É Geovanni que se prepara para entrar.
53' - João Pereira a subir pela direita e a "passar" a bola para Hilário.
52' - Simão a colocar a bola nos pés de Ferreira e este a avançar para a área encarnada. O brasileiro remata e Moreira defende. Depois é Serginho Baiano, de baliza aberta a atirar para fora. Grande perdida do Nacional.
50' - SUBSTITUIÇÃO na equipa do BENFICA. Sai Zahovic e entra SOKOTA.

20:20 - INÍCIO DA SEGUNDA PARTE
...........................................

20:05 - INTERVALO
45' - Argel e Patacas a trocar algumas palavras menos cordiais, depois de um corte para canto do brasileiro, que não agradou ao lateral do Nacional.
45' - O árbitro indica três minutos de compensação a ser cumpridos nesta primeira parte do encontro.
42' - Mais uma chance desperdiçada por Karadas. Simão a cruzar na esquerda e Karadas a ganhar a Emerson e a cabecer para fora.
36' - O livre é batido na esquerda por Simão e Luisão, na área, a cabecear contra a barra da baliza de Hilário. Boa chance para os encarnados.
36' - CARTÃO AMARELO para CLÉBER, depois de falta sobre Fyssas.
34' - Outra vez Simão, a arrancar pela esquerda. Ávalos a fazer a dobra a Patacas de forma exemplar e a afastar o perigo das redes de Hilário.
32' - Simão a tentar espevitar o jogo dos encarnados. Desta feita, o "capitão" galgou alguns metros e tentou um remate de longe, para uma defesa fácil de Hilário.
31' - Livre para o Benfica. Centro largo da direita e a bola a passar por toda a gente e a perder-se pela linha lateral.
30' - Trapattoni está descontente com a prestação de Fyssas. Dos Santos já aquece e deverá ser opção para entrar em campo.
25' - Muito perigo na Luz. Corrida de Miguel pela direita, centro tenso e Karadas, já dentro da pequena área, a atirar a bola para fora, pressionado por Emerson. Podia ter sido o primeiro do Benfica.
23' - Livre para o Nacional. Batido por Cleomir bem perto da baliza de Moreira. Perigoso este livre do brasileiro.
20' - Iniciativa de ataque do Nacional. Passe alto para Ferreira, que já na área encarnada, não consegue ultrapassar Luisão.
16' - CARTÃO AMARELO para MIGUEL FIDALGO, por falta sobre Fyssas. Depois de uma jogada de entendimento da equipa benfiquista, a bola chega ao grego, que é carregado bem próximo da área do Nacional. Simão bate contra a barreira...
15' - Jogo muito lento e muito pausado no Estádio da Luz. Já com 14 faltas em 15 minutos.
9' - Livre para o Benfica, por falta sobre Karadas. Zahovic junto à bola, Simão aproxima-se também. É Simão quem bate... para uma defesa segura de Hilário.
6' - Contra-ataque do Nacional, interrompido pelo árbitro da partida por pretenso fora-de-jogo a um avançado madeirense.
4' - Livre para o Nacional, depois de Simão tocar com a mão na bola. É Serginho Baiano que vai bater...para uma defesa difícil de Moreira.
2' - Primeira iniciativa de ataque do Benfica, com Miguel a subir pela direita e a tentar a combinação com João Pereira. O extremo encarnado não entende e a jogada perde-se.
1' - O Nacional dá o pontapé de saída no jogo.

19:16 - INÍCIO DA PARTIDA.
..................................................

SUPERLIGA [ 7ª JORNADA ]

BENFICA-NACIONAL
Estádio da Luz [ Lisboa ]
Árbitro: Mário Mendes [Coimbra ]

BENFICA
Moreira, Miguel, Argel, Luisão, Fyssas, Paulo Almeida, Manuel Fernandes, João Pereira, Zahovic, Simão e Karadas.

Suplentes: Quim, Amoreirinha, Ricardo Rocha, Bruno Aguiar, Geovanni, Dos Santos e Sokota.

Treinador: Giovanni Trapattoni.

NACIONAL
Hilário, Patacas, Ávalos, Emerson Nunes, Cleomir, Cléber, Bruno, Marcelo, Miguel Fidalgo, Serginho Baiano e Ferreira.

Suplentes: Belman, João Fidalgo, Alexandre Goulart, Fábio Santos, Gouveia, Adriano e Michel.

Treinador: Casimiro Mior.

 

 


Home
Back